terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Apresentação do Blog

Bom dia a todos !

Gostaria de apresentar meu Blog pra vocês <3


         A ideia de criar o blog de "O bibliotecário Arquiteto" surgiu por conta de um trabalho acedêmico desenvolvido por mim, Priscila Campos, com intuito de escolher um tema e postarmos diferentes formas de apresentação de conteúdo. 
           Vocês podem perceber que nenhum texto é igual ao outro, a forma como foram escritas são bem diferentes entre eles. Trouxe também 2 textos escritos por outros Blogueiros, sobre livros extremamente importântes e básicos para quem quer conhecer melhor a Arquitetura de Informação. 
           O diferencial desse Blog, é que a Arquitetura de Informação aqui, vem sendo tratada pelos olhos do Bibliotecário, então a pegada é diferente e a forma de pensar do Arquiteto também se altera. 
           Espero que gostem dessa experiência! 
                                                               
Beijinhos Pri.

Resumo Expandido



Olá =)

Gostaria de dividir com vocês uma conquista importantânte, abaixo vocês poderão dar uma lida no resumo expandido de um artigo escrito por mim, que foi aceito no congresso do XXVI - CBBD de 2015 (Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação) em São Paulo.

O CBBD tem como objetivo discutir o estado da arte da Biblioteconomia e da Ciência da Informação e integrar os profissionais das bibliotecas brasileiras de todas as tipologias: escolar, pública, comunitária, universitária e especializada.

para acessar: http://www.acquaviva.com.br/cbbd2015/

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ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO: CONSTRUINDO UM SITE PELO PRISMA DE UM BIBLIOTECÁRIO ARQUITETO



Priscila Rodrigues Campos, Licencianda em Biblioteconomia (2015.2), pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, Formada como Tecnólogo em Design Gráfico (2006.1), pela Universidade Estácio de Sá - UNESA. priscilacampos0302@gmail.com


Palavras-chave: Arquitetura de Informação; Bibliotecário; Usabilidade; Acessibilidade; Interação Humano Computador.


Introdução:

            A tecnologia é só um meio e não um fim, ela deve ser usada de modo a facilitar a vida do usuário da informação. Para usarmos a tecnologia devemos trabalhar com valores humanos, entender o que se passa nos pensamentos do usuário, nos colocarmos por diversas vezes no lugar dele, Com o objetivo de simplificar o uso da informação sem perder a qualidade do serviço. Com um site na web não é diferente, várias ferramentas são utilizadas na construção de um ambiente virtual no qual o cliente, (usuário) é o foco de toda criação, tudo deve ser pensado diretamente para ele, a Arquitetura de Informação utilizada como ferramenta para um Bibliotecário, vem trazendo um novo olhar organizacional sobre o ambiente web.
            Este artigo trata especificamente de apresentar as ferramentas e conceitos, que darão base para o pleno funcionamento da Arquitetura de Informação pelo prisma de um Bibliotecário Arquiteto, como ela (AI) se comporta em sua total interdisciplinaridade, trabalhando em conjunto com o Design e o Desenvolvedor. Serão apresentados o passo a passo da construção de um site no ambiente web, e como o profissional Arquiteto da Informação é importante e fundamental para o sucesso de um projeto.
Segundo Titão e Viapiana (2008), o princípio do século XXI traz um grande marco, a sociedade é chamada agora de “sociedade do conhecimento” por conta da globalização. A internet, que para muitos trata-se de um mundo ainda inóspito, mostra-se a cada momento como um “eldorado” para algumas áreas, este cenário se apresenta bastante convidativo para os profissionais de informação, visto que em sua formação desenvolve competências  e habilidades referentes ao uso e disseminação da informação, seja registrada em  livros ou periódicos e, atualmente, em ambiente digital.


Metodologia:

A metodologia utilizada para esta investigação foi de natureza bibliográfica, pois recupera o conhecimento científico publicado sobre o tema e aplicada pois estabelece o passo a passo na organização de um site por um Bibliotecário arquiteto de informação. Adota a abordagem qualitativa uma vez que os dados obtidos são avaliados indutivamente.


Resultados e Discussão:

            Segundo Agner e Silva (2003) o Arquiteto de Informação é o profissional dedicado a tornar as informações mais compreensíveis e de forma ordenada, diante disto, o profissional que tem em sua formação competências que o tornam aptos a organizar, classificar, disseminar e recuperar a informação é o Bibliotecário,  sendo eficiente na entrega do serviço. O  Arquiteto deve possuir senso crítico e estar ligado em diversas áreas para ampliar o seu conhecimento junto a (AI), ele deve interpretar tarefas, conhecer novas tecnologias, saber como funcionam os procedimentos junto aos seus parceiros de Design e Desenvolvedor, pois este profissional não trabalha sozinho.
            Devemos salientar, que não é obrigatório que um Arquiteto de Informações seja um Bibliotecário, mas mostrar esse ponto como um grande diferencial neste profissional, pois sua bagagem como Bibliotecário vem abastecida de ferramentas e ideias que são extremamente úteis para um Arquiteto de Informação, dentre elas o fato de que um Bibliotecário é direcionado a organizar seu pensamento classificando e, na maioria das vezes hierarquiza as informações a partir de algum padrão, assume o usuário da biblioteca como seu público alvo e cria essa interação com o usuário de forma “real” no ambiente físico (biblioteca), sendo assim, porque não pensar neste bibliotecário trabalhando no ambiente virtual ? 

Quanto à atual arquitetura do ciberespaço, nota-se que ela ganha ares de cunho científico, onde os arquitetos podem ser engenheiros do conhecimento, desenvolvedores de interfaces, criadores de softwares, cientistas da informação, etc., assumindo um papel semelhante ao dos arquitetos tradicionais responsáveis por produzir o ambiente material. No mundo virtual estes seriam responsáveis pelo ambiente do pensamento, da percepção e da comunicação do século XXI. Esta arquitetura serviria para organizar o que facilmente se desorganiza, objetivando facilitar a vida de seus habitantes, em uma comparação intuitiva, a informação seria organizada porque ela facilmente se desorganiza por possuir um caráter expansivo. A virtualização da arquitetura do ciberespaço implica em um desprendimento do aqui e agora. (PAIVA, 2014  p.4)


            O Bibliotecário Arquiteto de Informação, deve utilizar seus conhecimentos como bibliotecário ao máximo, contextualizar sua experiência junto aos livros, periódicos e tantas outras fontes de informação, dentro da sua nova possibilidade como Arquiteto, ele tem a chance de mostrar a interdisciplinaridade tanto da biblioteconomia como da Arquitetura de Informação, e criar uma forma de solucionar o problemas de seus usuários, criando conteúdos organizados com clareza, garantindo assim sua usabilidade e acessibilidade como veremos contextualizado neste artigo.

Considerações Finais ou Conclusões:

            Este artigo atinge seus objetivos, conduzindo o leitor o passo a passo da criação de um site web pelos olhos de um Bibliotecário Arquiteto e demonstra o uso de cada uma das ferramentas envolvidas no processo. O Arquiteto de Informação quando planeja um site, deve seguir um protocolo, ou seja, hierarquizar procedimentos para alcançar o sucesso em seus projetos. 

            Um site que apresenta conteúdo muito denso de informações, com o carregamento de diversas telas, sabendo que seu público alvo tem a característica de ler pequenas informações e logo obter a resposta que deseja, será fatalmente descontinuado e cairá em desuso por seu público. Segundo Ellis e Vasconcelos (1999) que falam sobre o filósofo Ranganathan, devemos “Poupar o tempo do leitor” e cabe ao Bibliotecário Arquiteto realizar uma síntese do conteúdo de forma organizada que junto ao Design, estabelece um ambiente estável, confortável e eficaz para navegação. Transformar o complexo em simples, poupar o tempo do navegante e por fim procurar evitar que os usuários não se percam a cada “clique”, está no cerne deste artigo.


Referências:
AGNER, Luiz; SILVA, Fabio Luiz Carneiro Mourilhe. Uma introdução à arquitetura da informação: conceitos e usabilidade. In: 2º Congresso Internacional de Pesquisa em Design. Artigo. Rio de Janeiro. 2003.
ELLIS, D.; VASCONCELOS, A. Ranganathan and the Net: using facet analysis to search and organise the World Wide Web. In: Aslib proceedings: New information perspectives. Emerald, 1999. p. 3-10.
PAIVA, Rodrigo Oliveira de. Um olhar para a arquitetura da informação no ciberespaço. DataGramaZero - Revista de Informação , v.15 n.5 out., 2014.
TITÃO, Fábia Porto; VIAPIANA, Noeli. A importância da organização da informação no século XXI: reflexões. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 26, n. 1, p. 26-36, 2008.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Um poema para se reinventar!



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Reinventar-se

O mais complexo pode ser simples...
O pensamento dentro da caixa, pode ser por medo...
Reinventar é preciso!

A agonia do novo, 
A urgência nas informações e o belo que se reinventa. 
Tudo pode ser feito de forma simples, 
a partir de uma  ponta de lápis fria.

Uma folha em branco,
O breu no lado escuro...
À espera! 
A luta de um novo olhar no desconhecido,
se reinventando ... 

A novidade! 

Autora: Priscila Campos

Janeiro de 2016

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O acesso a informação e a contribuição da arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade.



Resumo do artigo: 

SOUSA, Marckson Roberto Ferreira. O acesso a informação e a contribuição da arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade. Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v.22, p. 65- 76, 2012. 
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            Ao longo do texto o autor realiza breves explicações sobre o acesso à informação e como este acesso acontece além de relatar as contribuições que a Arquitetura da Informação, intrinsecamente ligada à usabilidade e acessibilidade, oferece a todo o usuário independente de limitações pré-existentes.

São apresentadas de forma bem sucinta durante a leitura, as formas de democratização do acesso a informação baseadas em vários pontos de vista de outros autores e nas próprias leis apresentadas pelo governo Brasileiro. Pode-se dizer que a “organização das informações de forma a facilitar o acesso” é a frase chave do texto dando suporte para desenvolver as contribuições que o tripé: Arquitetura da Informação, usabilidade e acessibilidade podem oferecer.

O acesso a informação é amplamente discutido no texto expondo pontos em que a constituição federal, ONU e a declaração de Atlanta tentam assegurar o direito fundamental ao acesso. Todavia, o autor levanta uma importante questão: será que a lei de acesso a informação “LIA” não acaba por criar uma barreira em vez de ajudar no acesso a informação?

Podemos perceber que a necessidade de se adequar a LIA, muitas das vezes faz com que as construções dos sites sejam “podadas” e como é informado no texto, “[...] nem sempre se consegue passar a informação de forma apropriada ...”

O texto aborda de forma muito superficial o uso da acessibilidade, falando sobre a criação do e-mag que é o conjunto de recomendações que guia o processo de criação dos sites e sua padronização. Realiza um breve comentário sobre a exposição do símbolo que indica algum tipo de esforço do site em ter acessibilidade e finaliza considerando a contribuição dos avanços tecnológicos como elemento facilitador no acesso à informação sem deixar de lembrar que as necessidades dos usuários precisam ser avaliadas sob várias perspectivas para que assim, os ambientes informacionais possam ser utilizado por todos.
Dezembro de 2015 – Priscila R. Campos

Design para a Internet

Resenha: Design para a Internet. 
Projetando a Experiência Perfeita

– Felipe Memória


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                Livro obrigatório para quem trabalha com web, até demorei para separá-lo para ler. O autor, Felipe Memória, diz que o livro é sobre “pontos importantes que devemos pensar na hora de projetar produtos de internet”. Apesar de parecer um pouco impessoal, acho essa descrição importante por falar de `produtos de internet`, e não somente de websites. Não trata de um guia prático de produção de sites, e solução de problemas corriqueiros, a discussão é mais ampla.

   Memória também criou um site que é focado no livro, experienciaperfeita.org funcionando com um complemento do livro, com correção de alguns erros na publicação e principalmente material extra. Conta também com um blog, atualizado esporadicamente por mais 2 pessoas além dele. 

         O primeiro capitulo do livro fala um pouco sobre como era praticado o desenvolvimento para internet no início e reforça a importância de profissionais com conhecimentos em diferentes áreas do processo, que juntos podem tomar decisões melhores, considerando melhor cada disciplina envolvida, como exemplificado no gráfico abaixo, que reproduzo do livro.

            Depois fala um pouco sobre a Ideo, empresa que projetou o primeiro mouse da Apple (não admiro os mouses Apple, mas na época, mouses ainda não existiam) e sobre o processo de criação que a Ideo adota, bem interessante. O próximo case é da reformulação do site da BBC, que desejava criar o que eles chamaram de uma “alma” para o site. O resultado foi satisfatório, mas o mais importante para o aprendizado é a descrição do processo de desenvolvimento. O ponto principal do capítulo é a profissionalização da profissão.

            O segundo capítulo fala sobre experiência do usuário (assunto que pretendo abordar em breve aqui no Design Coletivo). Navegação, formatação e padronização dos elementos da interface são fatores que devem ser cuidadosamente projetados para que o site não seja uma coisa confusa de usar. A maioria dos cases do capítulo são da Globo.com, onde Memória trabalhava na época, e detalham o desenvolvimento de diversos sites dentro do portal. Fala também da importância de uma consistência entre todos os sites, de modo que o usuário precise aprender uma vez só a navegar. Fecha o capítulo falando da biblioteca de elementos de interface do Yahoo! (Yahoo! User Interface Library), que centralizou tudo que as equipes de design criava e pesquisava, para unificar a identidade dos produtos desenvolvidos pelo Yahoo! e hoje é um sucesso.

            Testes de usabilidade são o assunto do terceiro capítulo. Com a crescente profissionalização da profissão de designer interativo, já não havia mais motivo para que o que Memória chamou de “política de tentativa e erro”, com as soluções projetadas com base no achismo, sem preocupação com usabilidade.

            O primeiro exemplo é de um teste do modelo acadêmico, realizado no site do Banco Central, que procura testar um elemento da interface, neste caso, os breadcrumbs (ou migalhas de pão). A aplicação foi feita no site do Big Brother Brasil 5.

            O segundo teste é do modelo de mercado, feito dentro da Globo.com para o produto Globo Media Center (atual Globo Vídeos). Na ocasião do segundo teste a verba era curta, os usuários que participaram eram assinantes da Globo.com e o modelo foi escolhido também em função da verba. Saída interessante para uma ocasião restritiva (e também pensar que mesmo em grandes empresas existe orçamento apertado).

            Fluidez (ou flow) e a imersão do usuário numa interface pautam o 4º e último capítulo de conteúdo do livro (o 5º capítulo faz um resumão dos outros). Jakob Nielsen diz que conteúdo é rei. Felipe Memória quer expandir e definir o conceito de conteúdo. Não só texto, não só graficos, mas a reunião destes e outros fatores em harmonia, adicionando também o conceito de comunidades (onde diz que a qualidade visual e facilidade de uso não são o primeiro fundamentais para o sucesso de uma comunidade), que chegam num resultado de satisfação de uso num site e cita dois cases (Orkut e Hattrick) como exemplos de sua argumentação.

            A narrativa do livro é gostosa de ler, se assemelha a uma conversa, sem querer ditar regras, atingindo sua proposta de discutir questões relativas a projetos de Internet.

Compre o livro: R$ 56,50 no Submarino ou na Saraiva.

Maio de 2008 – Camilo Oliveira