segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O acesso a informação e a contribuição da arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade.



Resumo do artigo: 

SOUSA, Marckson Roberto Ferreira. O acesso a informação e a contribuição da arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade. Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v.22, p. 65- 76, 2012. 
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            Ao longo do texto o autor realiza breves explicações sobre o acesso à informação e como este acesso acontece além de relatar as contribuições que a Arquitetura da Informação, intrinsecamente ligada à usabilidade e acessibilidade, oferece a todo o usuário independente de limitações pré-existentes.

São apresentadas de forma bem sucinta durante a leitura, as formas de democratização do acesso a informação baseadas em vários pontos de vista de outros autores e nas próprias leis apresentadas pelo governo Brasileiro. Pode-se dizer que a “organização das informações de forma a facilitar o acesso” é a frase chave do texto dando suporte para desenvolver as contribuições que o tripé: Arquitetura da Informação, usabilidade e acessibilidade podem oferecer.

O acesso a informação é amplamente discutido no texto expondo pontos em que a constituição federal, ONU e a declaração de Atlanta tentam assegurar o direito fundamental ao acesso. Todavia, o autor levanta uma importante questão: será que a lei de acesso a informação “LIA” não acaba por criar uma barreira em vez de ajudar no acesso a informação?

Podemos perceber que a necessidade de se adequar a LIA, muitas das vezes faz com que as construções dos sites sejam “podadas” e como é informado no texto, “[...] nem sempre se consegue passar a informação de forma apropriada ...”

O texto aborda de forma muito superficial o uso da acessibilidade, falando sobre a criação do e-mag que é o conjunto de recomendações que guia o processo de criação dos sites e sua padronização. Realiza um breve comentário sobre a exposição do símbolo que indica algum tipo de esforço do site em ter acessibilidade e finaliza considerando a contribuição dos avanços tecnológicos como elemento facilitador no acesso à informação sem deixar de lembrar que as necessidades dos usuários precisam ser avaliadas sob várias perspectivas para que assim, os ambientes informacionais possam ser utilizado por todos.
Dezembro de 2015 – Priscila R. Campos

Design para a Internet

Resenha: Design para a Internet. 
Projetando a Experiência Perfeita

– Felipe Memória


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                Livro obrigatório para quem trabalha com web, até demorei para separá-lo para ler. O autor, Felipe Memória, diz que o livro é sobre “pontos importantes que devemos pensar na hora de projetar produtos de internet”. Apesar de parecer um pouco impessoal, acho essa descrição importante por falar de `produtos de internet`, e não somente de websites. Não trata de um guia prático de produção de sites, e solução de problemas corriqueiros, a discussão é mais ampla.

   Memória também criou um site que é focado no livro, experienciaperfeita.org funcionando com um complemento do livro, com correção de alguns erros na publicação e principalmente material extra. Conta também com um blog, atualizado esporadicamente por mais 2 pessoas além dele. 

         O primeiro capitulo do livro fala um pouco sobre como era praticado o desenvolvimento para internet no início e reforça a importância de profissionais com conhecimentos em diferentes áreas do processo, que juntos podem tomar decisões melhores, considerando melhor cada disciplina envolvida, como exemplificado no gráfico abaixo, que reproduzo do livro.

            Depois fala um pouco sobre a Ideo, empresa que projetou o primeiro mouse da Apple (não admiro os mouses Apple, mas na época, mouses ainda não existiam) e sobre o processo de criação que a Ideo adota, bem interessante. O próximo case é da reformulação do site da BBC, que desejava criar o que eles chamaram de uma “alma” para o site. O resultado foi satisfatório, mas o mais importante para o aprendizado é a descrição do processo de desenvolvimento. O ponto principal do capítulo é a profissionalização da profissão.

            O segundo capítulo fala sobre experiência do usuário (assunto que pretendo abordar em breve aqui no Design Coletivo). Navegação, formatação e padronização dos elementos da interface são fatores que devem ser cuidadosamente projetados para que o site não seja uma coisa confusa de usar. A maioria dos cases do capítulo são da Globo.com, onde Memória trabalhava na época, e detalham o desenvolvimento de diversos sites dentro do portal. Fala também da importância de uma consistência entre todos os sites, de modo que o usuário precise aprender uma vez só a navegar. Fecha o capítulo falando da biblioteca de elementos de interface do Yahoo! (Yahoo! User Interface Library), que centralizou tudo que as equipes de design criava e pesquisava, para unificar a identidade dos produtos desenvolvidos pelo Yahoo! e hoje é um sucesso.

            Testes de usabilidade são o assunto do terceiro capítulo. Com a crescente profissionalização da profissão de designer interativo, já não havia mais motivo para que o que Memória chamou de “política de tentativa e erro”, com as soluções projetadas com base no achismo, sem preocupação com usabilidade.

            O primeiro exemplo é de um teste do modelo acadêmico, realizado no site do Banco Central, que procura testar um elemento da interface, neste caso, os breadcrumbs (ou migalhas de pão). A aplicação foi feita no site do Big Brother Brasil 5.

            O segundo teste é do modelo de mercado, feito dentro da Globo.com para o produto Globo Media Center (atual Globo Vídeos). Na ocasião do segundo teste a verba era curta, os usuários que participaram eram assinantes da Globo.com e o modelo foi escolhido também em função da verba. Saída interessante para uma ocasião restritiva (e também pensar que mesmo em grandes empresas existe orçamento apertado).

            Fluidez (ou flow) e a imersão do usuário numa interface pautam o 4º e último capítulo de conteúdo do livro (o 5º capítulo faz um resumão dos outros). Jakob Nielsen diz que conteúdo é rei. Felipe Memória quer expandir e definir o conceito de conteúdo. Não só texto, não só graficos, mas a reunião destes e outros fatores em harmonia, adicionando também o conceito de comunidades (onde diz que a qualidade visual e facilidade de uso não são o primeiro fundamentais para o sucesso de uma comunidade), que chegam num resultado de satisfação de uso num site e cita dois cases (Orkut e Hattrick) como exemplos de sua argumentação.

            A narrativa do livro é gostosa de ler, se assemelha a uma conversa, sem querer ditar regras, atingindo sua proposta de discutir questões relativas a projetos de Internet.

Compre o livro: R$ 56,50 no Submarino ou na Saraiva.

Maio de 2008 – Camilo Oliveira

Não me faça Pensar

      

Resumo crítico do livro: Não me faça Pensar, Editora Alta Books



       Não me faça pensar – uma abordagem de bom senso à usabilidade na web é um livro de leitura agradável pouco denso e bastante ilustrativo. O autor Steve Krug percorre o caminho do bom senso para trazer a tona os problemas mais frequentes encontrados nos sites que acessamos na web. São menus pouco intuitivos, caixas de buscas pouco funcionais, botões confusos, textos mal diagramados e tudo isso parte de um mesmo princípio, a falta de um planejamento centrado no usuário e naquilo que ele conhece.

Chamou-me muito a atenção uma observação que o autor faz logo no início do capítulo 2: Quando criamos sites, agimos como se as pessoas fossem estudar atentamente cada página, lendo nosso texto muito bem posto, descobrindo como organizamos as coisas e pesando suas opções antes de decidir em qual link clicar.

O que realmente fazem na maior parte do tempo (se tivermos sorte) é dar uma olhada em cada nova página, examinar uma parte do texto e clicar no primeiro link que lhes interessar ou lembrar vagamente aquilo que estão procurando. Há geralmente grandes áreas da página que eles nem olham.

Parece que este relato é o plano de fundo de todo o livro, onde o autor tenta mostrar de várias formas por meio de exemplos, estudos de casos e outros argumentos que a construção de um site deve ser pautada pela simplicidade no uso dos recursos a fim de evitar um ambiente complexo, onde os usuários não consigam encontrar o que procuram.

O livro Não me faça pensar é bem humorado e estruturado de forma a facilitar a leitura. Você pode ler o livro inteiro ou procurar palavras-chave que mais lhe interessa.
Desvantagens do livro:

Apesar de estar na segunda edição, o livro soa como se fosse antigo. Falta referência a recursos atuais como Flash, jQuery, padrões web, dispositivos móveis e as aclamadas redes sociais.

No entando acho que vale a pena a leitura principalmente por quem está envolvido com a criação de sites e aplicações na internet. O conceito de usabilidade no Brasil não é muito discutido e se pensarmos que temos uma população cada vez mais crescente na internet é justo preocuparmos com aquilo que estamos fazendo para esses usuários. Afinal, em muitos casos parece, eu disse parece, que os usuários nos dizem: Não me faça pensar!

Fonte: 
http://www.luis.blog.br/resumo-critico-do-livro-nao-me-faca-pensar-editora-alta-books.aspx

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Santa Tecnologia!



Pela Internet por Gilberto Gil

Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje

Que veleje nesse informar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
[...]

Eu quero entrar na rede para contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze
Tem um videopôquer para se jogar

Fonte: Trecho retirado do site : https://letras.mus.br/gilberto-gil/68924/


            O cantor e compositor Gilberto Gil criou a música “Pela Internet” no ano de 1996, para mostrar a febre do uso da rede e defender a internet com ferramenta de uso cultural. Gil, como é conhecido, brinca com as palavras, relaciona a vida cotidiana (traços baianos acentuado), com o desenvolvimento da informática (web-site, home-page, gigabytes, disquete, e-mail, micro, site, hot-link, infomaré, infomar, acessar, contactar, rede e vírus). Ele se refere aos quatro cantos do mundo para mostrar até que ponto pode chegar a comunicação virtual e que ela deve ser de livre acesso para quem quiser usar. 
            Do ano de 1996 até 2015 muitas coisas evoluíram junto à tecnologia da Informação – (TIC’s). Mas será que o uso das novas TIC’s realmente vem, ajudar a população?
            Temos diversas modificações brutais em nossas vidas relacionadas diretamente ao uso das TIC’s, mas três mudanças me chamam mais a atenção, seriam: o uso de cartas pelos serviços dos correios, que em sua maioria fora substituído pelo uso frequente de e-mails e troca de mensagens instantâneas como Whatsapp e SMS, em segundo o uso de Mapas e Guias rodoviários que fora substituído quase que 90% pelos GPS’s, - “Global Positioning System”  e finalmente o uso de agendas telefônicas de papel que foram rapidamente substituídas pelas digitais.
            Mas e quando não funciona? Quando nos pegamos na rua sem sinal e nos sentimos abandonado, literalmente  órfãos  tecnológicos? Ou chegamos atrasados a algum lugar pois voltamos em casa para buscar o smartphone que esquecemos? Há! Santa Tecnologia! Vem chegando de mansinho e do dia pra noite mudou nossas vidas de ponta a cabeça.
            E quando percebemos que o problema vem apresentado dentro de um site por exemplo? Quem é o responsável por gastar nosso tempo, ao procurar alucinadamente por uma informação e demorar muito para encontrar ou até mesmo não encontra-la pois o site foi mal planejado .. ou seja teve um serviço de Arquitetura de Informação mal planejado para o usuário.
            Realmente tenho minhas dúvidas em relação a sites que desconsideram a vontade do usuário, e economizam orçamento para não procurar os serviços dos profissionais qualificados como os Bibliotecários Arquitetos da Informação. Mas de uma coisa eu tenho certeza, os sites que contratam esses profissionais, vem crescendo cada dia no mercado obtendo sucesso entre os clientes.

Veja o Vídeo completo da Música de Gilberto Gil – Pela Internet: https://www.youtube.com/watch?v=CAkoZf4LAkQ

Autoria: Priscila Rodrigues Campos – Janeiro de 2016